https://inventariomemoriaeverdade.com.br Tue, 07 Oct 2025 09:57:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://inventariomemoriaeverdade.com.br/wp-content/uploads/2025/04/cropped-favicon-512x512px-32x32.png https://inventariomemoriaeverdade.com.br 32 32 Oficinas debatem sobre patrimônio cultural no LUME: Lugar de Memória https://inventariomemoriaeverdade.com.br/oficinas-debatem-sobre-patrimonio-cultural-no-lume-lugar-de-memoria/ https://inventariomemoriaeverdade.com.br/oficinas-debatem-sobre-patrimonio-cultural-no-lume-lugar-de-memoria/#respond Thu, 21 Aug 2025 09:14:22 +0000 https://inventariomemoriaeverdade.com.br/?p=735 O Projeto Inventário Participativo: Memória, Verdade e Justiça do Paraná realizou duas oficinas, nos dias 21 e 22 de agosto, com o tema ‘Conhecendo o LUME: Lugar de Memória – Reflexões sobre História e Patrimônio’. Os eventos, realizados em parceria com a Universidade Federal do Paraná, foram destinados prioritariamente ao atendimento de servidores, estagiários e terceirizados do Centro Judiciário de Curitiba e integraram o circuito de ações da Semana do Patrimônio Cultural da cidade.

A ação foi dividida em quatro momentos: inicialmente, os presentes participaram de um coffee break onde se apresentaram; a historiadora e coordenadora do Projeto, Cláudia Hoffmann, mediou uma visita do grupo às instalações do LUME, onde abordou as exposições e o trabalho desenvolvido no local; posteriormente, os presentes foram a um auditório, onde participaram de uma roda de conversa e escuta, com a presença de integrantes da Comitê Estadual Memória, Verdade e Justiça do Paraná – CEMVEJ e ex-presos políticos; encerramento e entrega de materiais sobre gráficos sobre o projeto e o LUME. 

Os eventos buscaram difundir o trabalho do LUME e do CEMVEJ em prol dos valores democráticos e direitos humanos, bem como conscientizar os participantes sobre os perigos de governos autoritários. As oficinas também abordaram a importância da salvaguarda de documentos, registros e memórias, mesmo quando ligados a patrimônios ‘difíceis ou sombrios’, que são aqueles ligados à dor, traumas e mortes, por exemplo. 

O local de realização da oficina enfatiza os patrimônios sombrios, uma categoria pouca difundida. O LUME: Lugar de Memória Juiz Aldo Fernandes é um espaço cultural localizado no prédio do Centro Judiciário do Paraná, imóvel construído originalmente como hospital psiquiátrico, que posteriormente foi utilizado como presídio, servindo como um dos locais de repressão ligados ao período da ditadura militar brasileira. Trata-se de um ambiente marcado por graves violações aos direitos humanos. 

Para Cláudia Hoffmann, é preciso dialogar sobre esse passado, pois “é pedagógico, inclusive para que as pessoas entendam o que aconteceu na história. Nossos direitos foram conquistados em guerra, por luta”, declarou aos participantes da oficina. “E por que lembrar de histórias tão terríveis? Não há outra pedagogia possível, a não ser sensibilizar sobre os horrores da ditadura”, conclui Cláudia. 

Os eventos ocorreram, também, em alusão ao Dia do Patrimônio Cultural, celebrado nacionalmente em 17 de agosto. “Quando nos colocamos de frente para um monumento, para um patrimônio, precisamos fazer uma reflexão: isso contribui para quê? O questionamento é importante”,disse Cláudia, convidando os presentes a refletir sobre o que é preservado em nossa sociedade. Um dos participantes, o ex-preso político Sérgio Faria, da Geração 68, completou que nesses casos “é necessário contrapor a memória do poder e o poder da memória”, especialmente diante do constante apagamento de lugares e referências ligadas à ditadura militar. 

Cláudia, que participou dos trabalhos da CEMVEJ, compartilhou com os participantes diversas histórias referente à violação de direitos que ocorreram em diversos locais do Paraná durante o período da ditadura. Algumas dessas histórias ficaram de fora do relatório final da comissão, que foi concluído em menos de dois anos, o que evidencia a necessidade de um trabalho complementar, de acordo com Cláudia. Para ela, “ao contar essas histórias, queremos enaltecer essas coragens invisíveis e oferecer algum tipo de reparação, uma singela homenagem”. 

LUME: Lugar de Memória Juiz Aldo Fernandes

O LUME dedica-se à preservação e à difusão da memória paranaense do período de repressão da ditadura militar brasileira (1964 a 1985) e foi criado a partir de uma recomendação do Relatório da Comissão Estadual da Verdade – Teresa Urban, entregue ao público em 2012.

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Roda de conversa ‘Memórias, Justiça de Transição e Patrimônios’ reuniu pesquisadores, universitários e ativistas dos direitos humanos https://inventariomemoriaeverdade.com.br/roda-de-conversa-memorias-justica-de-transicao-e-patrimonios-reuniu-pesquisadores-universitarios-e-ativistas-dos-direitos-humanos/ https://inventariomemoriaeverdade.com.br/roda-de-conversa-memorias-justica-de-transicao-e-patrimonios-reuniu-pesquisadores-universitarios-e-ativistas-dos-direitos-humanos/#respond Wed, 20 Aug 2025 10:51:39 +0000 https://inventariomemoriaeverdade.com.br/?p=652 O Projeto Inventário Participativo: Memória, Verdade e Justiça do Paraná promoveu, na última quarta-feira (20 de agosto), uma roda de conversa no LUME – Lugar de Memória, com o tema Memórias, Justiça de Transição e Patrimônios. O evento foi aberto ao público geral e reuniu estudantes universitários, docentes, servidores públicos e membros da sociedade civil.

O evento contou com palestras de Ygor Sarmanho Vasconcelos, da Anistia Internacional – Curitiba; de Rafael Garcia Rodrigues, Promotor do Trabalho do Ministério Público do Trabalho; e de Cláudia Cristina Hoffmann, historiadora e coordenadora do Projeto Inventário Participativo: Memória, Verdade e Justiça do Paraná.

A fala de Ygor, que é mestre em Direito e pós-graduado em Direitos Humanos, abordou a instalação da Anistia Internacional no Brasil, durante os anos 1972, em atendimento à missão da organização de acompanhar regimes autoritários ao redor do mundo. Hoje, a Anistia Internacional está presente em mais de 150 países. Ygor comentou sobre o trabalho desenvolvido pela organização no Brasil, para que a justiça de transição seja aplicada em diversos eixos de políticas públicas, devido ao seu valor como medida em prol da democracia. “A ‘justiça de transição’ é um termo que aparece muito quando falamos de ditadura, mas é um termo que congrega quatro coisas: o direito à verdade, o direito à memória, o direito à não repetição desses fatos e, principalmente, o direito de acesso à justiça”, declarou Ygor. 

Já o promotor Rafael Garcia Rodrigues, que é mestre em Direito Civil e especializado em Direito Contemporâneo, relatou investigações e mediações realizadas no âmbito do Ministério Público do Trabalho, em todo o território nacional, referente a condutas ilegais de empresas durante o período da ditadura no Brasil (1964-1985). De acordo com Rafael, tais trabalhos são desenvolvidos de forma constante, dando origem a relatórios públicos. Para Rafael, “investigar, punir, buscar essas violações e a responsabilidade por elas é fazer história”. 

A última palestra foi da historiadora e mestre em Sociedade, Cultura e Fronteiras, Cláudia Cristina Hoffmann, que também é coordenadora do Projeto Inventário Participativo: Memória, Verdade e Justiça do Paraná. Cláudia contou diversos casos de grave infração dos direitos humanos revelados durante os trabalhos da Comissão Estadual da Verdade do Paraná, inclusive vivências de comunidades quilombolas, grupo social que só foi incluído no relatório da CEV do Paraná, não figurando nos trabalhos realizados em outros estados. Cláudia acredita que podemos manter essa memória social viva, como ferramenta pedagógica, através de espaços culturais, museais e de memória, pois “a educação patrimonial tem um caráter transformador e emancipatório”, declarou ela. 

As palestras foram seguidas por pronunciamentos de membros da Geração 68 que estavam no evento, como a Desembargadora Astrid Maranhão de Carvalho Ruthes, Gerson Zafalon e Antônio João Mânfio. Depois, foram atendidas questões da plateia, formada por pesquisadores, entusiastas do tema, universitários, professores e servidores públicos. 

A ação foi uma contrapartida social do Projeto Inventário Participativo: Memória, Verdade e Justiça do Paraná, aprovado no Programa de Fomento e Incentivo à Cultura – PROFICE, da Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Paraná, e que conta com o apoio da Copel. A realização do evento contou também com a produção do LUME – Lugar de Memória, Universidade Federal do Paraná e do Comitê Estadual de Memória, Verdade e Justiça do Estado do Paraná. 

LUME – Lugar de Memória

O evento foi realizado no LUME: Lugar de Memória Juiz Aldo Fernandes, espaço que cumpre com a preservação e divulgação da memória dos atingidos pela ditadura militar brasileira, uma das recomendações do Relatório da Comissão Estadual da Verdade – Teresa Urban. Participam deste projeto atores ligados à advocacia, ao MPPR, aos Poderes Judiciário e Executivo do Estado do Paraná, bem como à sociedade civil.

O LUME ocupa duas salas do antigo Presídio do Ahú, desativado em 2006. O local foi utilizado pelo regime militar em Curitiba, ficando marcado como um ponto de memória do período após a redemocratização. Originalmente, ainda, o edifício foi construído como sede do Hospício Nossa Senhora da Luz, inaugurado em 1903, unidade de atendimento para pacientes psiquiátricos da Santa Casa de Curitiba. 

O espaço cultural está aberto para visitação e pesquisa de segunda à sexta, das 12h às 18h. O acesso é gratuito e deve ser realizado através da recepção do Centro Judiciário do Paraná, localizado na Av. Anita Garibaldi, 750, Curitiba (PR). 

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Projeto Inventário Participativo promoveu palestra sobre políticas de memória e de esquecimento no Paço da Liberdade https://inventariomemoriaeverdade.com.br/projeto-inventario-participativo-promoveu-palestra-sobre-politicas-de-memoria-e-de-esquecimento-no-paco-da-liberdade/ https://inventariomemoriaeverdade.com.br/projeto-inventario-participativo-promoveu-palestra-sobre-politicas-de-memoria-e-de-esquecimento-no-paco-da-liberdade/#respond Wed, 20 Aug 2025 08:36:53 +0000 https://inventariomemoriaeverdade.com.br/?p=720 O Projeto Inventário Participativo: Memória, Verdade e Justiça do Paraná participou da 4° Jornada do Patrimônio e Memória: celebrando e preservando o legado cultural no Sesc Paço da Liberdade, no dia 20 de agosto. Os eventos da 4° Jornada foram uma iniciativa do SESC Paraná em celebração ao Dia do Patrimônio Cultural, comemorado nacionalmente em 17 de agosto. 

A equipe do projeto participou do evento com uma palestra, cujo tema foi ‘Políticas de memória e políticas de esquecimento: caminhos, limites e desafios do projeto Inventário Participativo: Memória, Verdade e Justiça do Paraná’. A palestra foi realizada pela historiadora e coordenadora do Projeto, Cláudia Hoffmann, e pela historiadora e assistente de pesquisa, Gabriella Ferreira. 

Para introduzir o tema, Cláudia citou a criação do LUME: Lugar de Memória, em Curitiba, estabelecido em um local que apresenta uma carga de memória social dolorosa, sendo um exemplo de patrimônio difícil, patrimônio sombrio, já que o local foi sede de um hospital psiquiátrico e depois penitenciária. “É claro que é muito mais cômodo falar de um patrimônio alegre, festivo, mas é necessário abordar os patrimônios difíceis”, comentou. 

A instalação do LUME, aliás, veio de uma recomendação do Relatório da Comissão Estadual da Verdade do Paraná – Teresa Urban, entregue ao público em 2012. O documento elucidou a necessidade de preservação de lugares de memória da resistência no estado. Para Cláudia, tais espaços de memória auxiliam, ainda, na naturalização do debate sobre os direitos de populações invisibilizadas, como indígenas e quilombolas, por exemplo, visto que tais conversas sempre são polarizadas por informações infundadas e/ou distorcidas. 

Mesmo com todos os avanços obtidos graças ao Relatório da CEV-PR, Claudia questiona se a dificuldade em financiar iniciativas voltadas a este tema não são uma espécie de política de esquecimento. “Há dificuldade em mobilizar recursos em prol de projetos de memória, especialmente de memórias difíceis, como a ditadura, mas é importante ter em mente que as políticas de memória defendem a democracia”, declarou. 

Projeto Inventário Participativo: Memória, Verdade e Justiça do Paraná

A historiadora Gabriella contou aos presentes sobre como o Projeto Inventário Participativo atua para a salvaguarda da memória do desenvolvimento do Relatório da CEV-PR, já que tem o objetivo de produzir um catálogo dos documentos envolvidos e captar depoimentos dos envolvidos. “A ideia é reunir, organizar e disponibilizar os documentos, de forma a incentivar mais pesquisas e debates sobre o tema”, contou Gabriella. 

Gabriella compartilhou sobre a metodologia de trabalho do projeto, que envolveu, até o momento, pesquisas no Arquivo Público do Paraná e entrevistas com pessoas que participaram da produção do Relatório da CEV-PR. Gabi contou que o projeto está “trabalhando em duas temporalidades: falando da CEV enquanto documento histórico e, ao mesmo tempo, incrementando e trazendo novas informações para esse documento”. 

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Arquivos públicos em debate: mesa-redonda marca os 170 anos do Arquivo Público do Paraná https://inventariomemoriaeverdade.com.br/arquivos-publicos-em-debate-mesa-redonda-marca-os-170-anos-do-arquivo-publico-do-parana/ https://inventariomemoriaeverdade.com.br/arquivos-publicos-em-debate-mesa-redonda-marca-os-170-anos-do-arquivo-publico-do-parana/#respond Sun, 10 Aug 2025 09:36:10 +0000 https://inventariomemoriaeverdade.com.br/?p=750

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